Última noite em São Paulo vira celebração de 15 anos de carreira
Em uma apresentação marcada por grandiosidade, emoção e forte conexão com o público, o cantor canadense The Weeknd encerrou, no dia 1º de maio de 2026, a passagem da turnê “After Hours til Dawn Tour” pelo Brasil com um espetáculo catártico no estádio MorumBIS, em São Paulo. O show, que durou mais de duas horas e reuniu cerca de 40 canções, consolidou não apenas o sucesso da turnê, mas também levantou questionamentos sobre o futuro do artista, que já declarou publicamente o desejo de abandonar seu nome artístico e assumir sua identidade de nascimento, Abel Tesfaye.
A turnê, que promove a trilogia de álbuns composta por After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow, ganhou contornos ainda mais simbólicos nesta reta final, sendo vista por fãs — conhecidos como XO — como o encerramento de um ciclo importante na carreira do artista.
Estrutura grandiosa transforma estádio em cenário futurista
O espetáculo chamou atenção já nos primeiros minutos pela magnitude de sua produção. O palco ocupava grande parte do gramado do MorumBIS e apresentava um cenário inspirado em uma cidade distópica, com elementos dourados e uma estética futurista. O destaque ficou para uma imponente estátua de uma mulher-robô, assinada pelo artista japonês Hajime Sorayama, posicionada no centro de uma passarela em formato de cruz.
Anéis metálicos gigantes completavam a cenografia, criando um ambiente imersivo que dialogava diretamente com a narrativa visual construída por The Weeknd ao longo da trilogia de álbuns. O resultado foi uma experiência que mesclava música, arte e teatralidade.
Anitta abre a noite com energia e funk
Antes da entrada do astro canadense, o público foi aquecido por um show vibrante da cantora brasileira Anitta. Subindo ao palco por volta das 19h45, com cerca de 30 minutos de atraso, a artista carioca entregou uma apresentação intensa, marcada por batidas de funk e forte presença de palco.
O repertório incluiu músicas de seu novo álbum, EQUILIBRIVM, além de sucessos já conhecidos. Canções como “Choka Choka”, parceria com Shakira, e “Boys Don’t Cry” empolgaram o público, que participou ativamente com danças e as chamadas “rodas de bagunça”.
Anitta ainda promoveu o que chamou de “baile funk do The Weeknd”, misturando elementos da música brasileira com o universo pop internacional, em uma performance que durou cerca de uma hora.
Entrada impactante e narrativa teatral
Pontualmente às 21h, The Weeknd surgiu no palco usando uma máscara preta com olhos vermelhos brilhantes, acompanhado por dançarinos vestidos com capas vermelhas, em uma coreografia que remetia a rituais simbólicos. A abertura com “Baptized in Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up” estabeleceu um tom mais sombrio e artístico.
No entanto, foi após a execução de “After Hours” que o clima do show mudou completamente. O artista passou a interagir mais com o público, demonstrando entusiasmo e emoção diante da resposta da plateia. “Nós deixamos o melhor para o final”, declarou, reforçando o caráter especial da apresentação.
Repertório mistura hits e faixas profundas
Com um setlist extenso e dinâmico, o show percorreu diferentes fases da carreira do cantor. Hits como “Starboy”, “Can’t Feel My Face”, “The Hills” e “Blinding Lights” dividiram espaço com faixas mais introspectivas, criando uma narrativa musical envolvente.
A estrutura do espetáculo permitiu transições rápidas entre músicas, muitas vezes em formato de medleys, mantendo o ritmo e a atenção do público. A proposta reforça o estilo narrativo do artista, que utiliza suas canções como capítulos de uma história maior.
Participação de Anitta emociona público
Um dos momentos mais marcantes da noite foi o retorno de Anitta ao palco para uma participação especial. Juntos, os artistas apresentaram “São Paulo” e “Rio”, transformando o estádio em uma celebração da cultura brasileira.
A interação entre os dois reforçou a conexão de The Weeknd com o país, que ele fez questão de destacar diversas vezes ao longo da apresentação, declarando seu amor pelo Brasil e pela cidade de São Paulo.
Público protagoniza espetáculo
Com o MorumBIS lotado desde antes das 19h, a energia do público foi um dos grandes destaques da noite. Os fãs cantaram praticamente todas as músicas do início ao fim, criando um coro impressionante que emocionou o artista.
Em momentos como “Out of Time”, The Weeknd chegou a entregar o microfone para a plateia, permitindo que fãs participassem diretamente da performance. A interação constante reforçou a atmosfera de celebração coletiva.
Final apoteótico com fogos e emoção
A reta final do show foi marcada por uma sequência de hits que colocou o público para dançar e pular. “Less Than Zero” e “Blinding Lights” antecederam o grandioso encerramento com “Moth to a Flame”, acompanhado por um espetáculo de fogos de artifício e efeitos visuais.
O encerramento simbolizou não apenas o fim de um show, mas possivelmente o fechamento de uma era na carreira do artista.
Possível mudança de identidade artística
Em entrevista à revista Variety, The Weeknd revelou que considera abandonar seu nome artístico. “É uma questão de mentalidade que preciso resolver e que não me interessa mais…”, afirmou.
A declaração reforça a ideia de que a turnê pode representar um ponto de transição na carreira de Abel Tesfaye, que busca novos caminhos criativos e pessoais.
Legado e impacto
Com mais de 15 anos de carreira, The Weeknd se consolidou como um dos maiores nomes da música pop contemporânea. Sua capacidade de unir estética, narrativa e sonoridade o diferencia no cenário global.
A passagem da “After Hours til Dawn Tour” pelo Brasil reforça essa relevância e deixa uma marca duradoura nos fãs, que já aguardam ansiosamente por um possível retorno — seja ainda como The Weeknd ou sob uma nova identidade.














